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A reabilitação urbana faz parte da prioridade das entidades governamentais e dos promotores, que têm respondido de forma eficaz e célere aos programas de incentivos, fiscais e financeiros.

Nunca tivemos tantos incentivos para a reabilitação como atualmente.

Verificamos ao circular pelos centros das cidades, que o parque de imóveis a precisar de intervenção é grande.

Apesar de muito se ter feito, ainda muito está por fazer.

Antigamente ao circularmos pelos centros das cidades, víamos cidades quase abandonadas onde ninguém queria viver ou mesmo estar, a não ser por questões profissionais.

Hoje começamos a ver os centros das cidades com edifícios habitados, lojas ocupadas, pessoas nas ruas e animação, ainda convivendo com centenas de edifícios por reabilitar.

Esta reabilitação só vai ser possível em parte com o Turismo, mas também com novas políticas de arrendamento, que permitam que este mercado não viva só de especulação.

Todos sentimos, que neste momento, o Turismo passa por um período de polémica, a realidade é que este fator é indispensável á sustentabilidade da reabilitação, recuperação e crescimento da atividade de promoção e reabilitação urbana.

Não é menos verdade que os preços, principalmente no centro de Lisboa, estão próximos do limite.

Tal situação, deve-se á falta de oferta, esta é necessária e urgente, quer de prédios reabilitados quer de construção nova. Cada um tem o seu mercado específico e existe margem de crescimento em ambos.

Mas também temos muitos desafios pela frente. O setor terá que passar por uma profunda transformação, já que hoje enfrentamos uma carência de mão-de-obra como não há memória.

É necessário intervir ao nível das soluções construtivas de forma a simplificar o processo.

Outro desafio para o qual temos de estar preparados, é a modernização dos nossos projetos e consequentemente a construção de casas sustentáveis e inteligentes.

O Proptech começa a estar na ordem das prioridades e termos hoje as principais empresas de TI a apresentarem soluções para termos as casas e seus equipamentos conectados é porque o futuro tecnológico na construção está ao virar da esquina.

Uma transformação digital mais ampla do setor imobiliário para a qual temos de estar preparados.
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