Primeira Página

17 Jul 2019

Luis Freire, Eng. Técnico Civil, ISEL - Artigo Opinião

Imobiliário, qual a sua relevância económica no panorama Português?

   

Luis Freire, Eng. Técnico Civil, ISEL - Artigo Opinião

Imobiliário, qual a sua relevância económica no panorama Português?

   

A Presidente da Euronext Lisboa, Isabel Ucha, no Parlamento, no âmbito da apreciação parlamentar ao diploma que aprovou a criação das SIGI (Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária), disse:

“Para termos mais turismo, para termos mais serviços aos turistas, para termos mais animação turística, para termos mais hotéis, mais serviços de saúde que possamos captar mais estrangeiros para os utilizarem, para termos mais indústria para exportar tudo isto assenta em investimento imobiliário”.

Apesar dos riscos que possam existir com o aumento do setor do Turismo, não posso estar mais de acordo, pois é com este aumento que conseguimos atingir as metas do déficit.

Vivemos num País onde as pessoas, que não conhecem o setor imobiliário, têm necessidade de falar mal, mesmo que no seu íntimo não seja isso que sintam, daí, ser importante que outras pessoas, para além dos agentes do sector, demonstrem bem a relevância que este tem no panorama económico nacional e falem disso. 

Quando se pensa no imobiliário, tende-se a pensar só e apenas na compra e venda de casas, quando esta vertente representa só uma pequena parte do que é o imobiliário. 

O imobiliário está intrinsecamente ligado à construção, à reabilitação, à hotelaria, à restauração, ao turismo, e a um sem fim de outras atividades económicas que beneficiam e estimulam também elas a economia.

Em 2017 o valor total das vendas de ativos imobiliários (urbanos, rústicos e mistos) em Portugal, esteve à volta dos 24 mil milhões de euros, mais seis mil milhões do que no ano anterior. Para 2018, estimamos que este valor alcance os 30 mil milhões, o que representa praticamente um terço do valor total do Programa de Assistência Económica e Financeira e que é bem revelador da importância que este sector tem na nossa economia. 

Mas, infelizmente, mesmo a conseguir captar todo este volume de investimento, as vozes que se levantam são, regra geral, para pôr em causa o sector. Num período em que o setor imobiliário nacional atravessa dos melhores momentos de sempre, ainda se ouve falar em “bolha imobiliária”. 

O alerta surge por tudo e por nada, e nunca com justificação. Para haver uma bolha é necessário que estejam reunidas determinadas condições como o excesso de oferta, falta de procura, ou o elevado endividamento bancário, que não é o caso. Tudo isto, para além das assimetrias regionais que se verificam, fazem com que seja difícil existir uma bolha.

Mas, nem por isso se deixa de falar dela, ignorando completamente o impacto nefasto que estes “rumores” possam ter na perceção da segurança deste investimento.

Vivemos num mundo cada vez mais globalizado em que a informação circula incrivelmente rápido, e em que é cada vez mais difícil validá-la.

Qualquer dia choramos, mas não entendemos o que aconteceu, pois  cria-se problemas onde eles não existem.

Por isso, podemos e devemos exaltar quem diz bem, que promove a importância do imobiliário para o nosso País.

   POLISTEORIA 

      ENGENHARIA | ARQUITETURA | AVALIAÇÕES | GESTÃO IMOBILIÁRIA

   

SOBRE NÓS   |    NOTÍCIAS   |    CONTATE-NOS 

ENGENHARIA
OUTRAS INFORMAÇÕES
ARQUITETURA
CONSTRUÇÃO CÍVIL
AVALIAÇÕES
GESTÃO IMOBILIÁRIA

 Copyright © POLISTEORIA.pt 2020

Desenvolvido por Optimeios