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21 Mai 2019

Luis Freire, Eng. Técnico Civil, ISEL - Artigo Opinião

O mercado Imobiliário está a ajustar-se.

   

Luis Freire, Eng. Técnico Civil, ISEL - Artigo Opinião

O mercado Imobiliário está a ajustar-se.

   

Segundo divulgação recente do Instituto Nacional de Estatística (INE), o preço mediano dos alojamentos familiares em Portugal, referentes ao quarto trimestre de 2018, registou um aumento de 1,2% face ao trimestre anterior e de 6,9% relativamente ao trimestre homólogo.

Esta divulgação demonstra o ajuste que o mercado imobiliário nacional está a sofrer, prevendo-se que possa continuar durante o ano de 2019.

Com alguma prudência, vamos assistindo á suavização dos preços, em que o mercado dos imóveis usados continua a registar valores superiores aos imóveis novos, sendo uma situação que causa alguma estranheza, mas que é explicada pela procura de imóveis em zonas prime, e sendo estas zonas prime as zonas mais antigas, os imóveis novos existem em muito menor número ou não existem o que neste caso, havendo tão pouca oferta de ativos novos nas regiões que agregam maior procura, os usados continuarão a ser mais representativos e mais caros. 

A questão da falta de ativos é o principal motivo que influência a subida de preços, mas, como se sabe, o valor dos imóveis não podem subir sem fim, e haverá um momento em que a tendência será de estabilização. 

Verificando-se neste momento, que os preços são proibitivos para a classe média e média baixa, é necessário promover a construção nova para aliviar estes preços, tal situação é de máxima urgência. 

É de notar, que até nos segmentos mais elevados, os preços praticados começam já a retrair potenciais clientes, que os leva a preferir adiar o negócio, fazendo com que os proprietários não consigam vender as suas casas ao preço inicialmente proposto, o que resulta na tendência de reajuste do preço de venda dos ativos. 

Ainda assim, não se vislumbra a existência de uma bolha imobiliária. Para que assim fosse, teriam que estar reunidas determinadas condições como o excesso de oferta, ausência de procura ou o elevado endividamento bancário, e tal não é o panorama que hoje se apresenta.

Haverá decerto locais onde os preços acabarão por estabilizar, mas ainda há muitos outros com uma grande margem de valorização, sobretudo nas zonas de menor densidade populacional. 

A realidade neste momento com que nos deparamos é o do desequilíbrio entre a procura e oferta existente, o que tem originado um empolamento dos preços por causa da falta de imóveis nas zonas de maior procura, ditas zonas prime.

Assim, volto a reafirmar, que a solução para esta situação passa pela construção nova, mais direcionada á classe média e média baixa, que neste momento vive dias de amargura e sofrimento com os problemas habitacionais que se vive nas principais cidades do País, pois não encontram soluções para os seus problemas habitacionais, tendo para isso de sair para zonas muito afastadas da sua zona de conforto, o que obriga a criar uma nova vida e novos hábitos, com tudo o que esta situação traz de problemas para a sociedade.

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