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07 Mai 2019

Cristina Rodrigues, Avaliadora Imobiliária, ESAI, certificada pela CMVM - Artigo Opinião

Já nos esquecemos do passado !...

   

   Cristina Rodrigues, Avaliadora Imobiliária, ESAI, certificada pela CMVM - Artigo Opinião

   Já nos esquecemos do passado !...

   

O mercado imobiliário continua a não ter cautela, pois temos tido um crescimento neste setor muito rápido. A visão que se tem neste setor, é uma visão a muito curto prazo, e algumas resistências em ver além do horizonte.

Um erro, com o qual já devíamos ter aprendido e com o qual sofremos, depois da crise económica que abalou o País.

Viemos de um período de estagnação absolutamente dramático para o sector imobiliário, com empresas de construção, promoção e imobiliárias a encerrarem face às dificuldades que enfrentavam e que pareciam não ter solução à vista.

Com a recuperação do sector e com a influência positiva promovida pelo investimento estrangeiro em Portugal, o mercado conseguiu escoar ativos que não tinham procura no mercado interno, e assistir a alguma dinâmica nas transações, que contaminou positivamente também o mercado doméstico.

O número de transações tem vindo a aumentar, e a quebra do stock imobiliário é cada vez mais notória, gerando uma dramática falta de oferta.

Há poucos ativos no mercado, e os poucos que existem estão a preços que ficam muito longe das possibilidades dos jovens e famílias portuguesas, criando um verdadeiro problema habitacional que se acentua cada vez mais, e sobretudo nos centros das grandes cidades. 


E se a falta de oferta é em parte responsável pelos preços que estão a ser praticados, também a “ganância” do mercado tem sua quota parte de culpa.


Os profissionais do setor, têem a obrigação de esclarecer os seus clientes sobre os preços praticados em determinada zona, e eventualmente sugerir um valor, mas essa é uma responsabilidade que cabe ao cliente que quer vender o ativo, seja ele proprietário, construtor ou promotor. 

A vontade de querer tudo de uma vez, é por vezes contraproducente, pois impede que se tomem decisões a longo prazo, que seriam mais benéficas para todo o mercado.

Num panorama de crise habitacional como a que se vive, as consequências que podem advir desta falta de planeamento estratégico podem estar aqui à espreita.

Ainda não é tarde para “travar” a avidez desmedida, mas tal exige modéstia por parte dos agentes de mercado. 

Pois vale mais andar aqui muitos anos, a colher menos, mas a colher, do que passar tempos de seca… 

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